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Meditação: Além da prática, uma filosofia de vida

Atualizado: 12 de dez. de 2019

Uma tendência dos espiritualistas é julgar o que surge na mente: isso é melhor do que aquilo, isso é bom, aquilo é ruim e por ai vai.


Quando surge uma emoção que se julga negativa, a tendência do espiritualista em geral é tentar se desviar, tentar se afastar de alguma forma, como se fosse totalmente incoerente ter estas emoções.


Do ponto de vista dos orientais que inclusive criaram as técnicas de meditação, yoga etc, este ponto de vista espiritualista vai totalmente na contramão da filosofia de vida que seguem.


Na meditação existe a busca de uma percepção mais plena do próprio ser. Como ter essa percepção plena se a pessoa não aceita a si mesma? Se ela julga o tempo todo o que é bom pensar e o que não é bom? Por isso, quando a pessoa faz a prática da meditação, acredita que para isso é preciso não pensar. Muito pelo contrário, pois não se trata de extirpar os pensamentos e as emoções, mas sim de olhar para elas, trazê-las à consciência, vivenciá-las integralmente para ai sim operar naturalmente as mudanças que tanto se deseja. Com essa auto-observação, as mudanças no interior que irão refletir no exterior poderão ocorrer realmente.


Essa “sujeirinha” que acaba vindo na nossa mente e que fazemos de tudo para nos desviar faz parte de nós e enquanto tentarmos negar a existência dela, ela estará presente. Por isso a prática da meditação é uma prática de confrontamento.


A paz que as pessoas supostamente buscam quando praticam a meditação, não será construída com a alienação, com o “fingimento” de que nada está acontecendo, com a criação de uma ilusão interna de que está tudo bem.


A pessoa pode acreditar que não sentir um pensamento que considere ruim, ou que bloquear algum pensamento que julgue negativo por meio de algumas técnicas é o que pode fazer com que ela fique bem, porém esse pode ser um ledo engano. Essa filosofia de vida mais característica do ocidente no meio espiritualista tem como mote colocar aquilo que “parece” negativo debaixo do tapete.


A prática da meditação busca justamente o contrário deste pensamento espiritualista geral. Busca fazer com que a pessoa se torne consciente das tendências que precisam ser observadas e fazer isso sim, em um ambiente controlado. Quando nos sentamos, fechamos os olhos e buscamos uma observação de si mesmo sem julgamento, é uma forma de criar um ambiente controlado nos ajudando a não nos deixar levar tanto pelas tendências emocionais do que vai se passar na nossa mente.


Fazer isso no dia a dia, para quem não tem costume de treinar a mente, é mais complicado. Podemos até perceber algumas tendências emocionais, mas acabamos nos deixando levar por elas caindo nas armadilhas da mente e nos trazendo mais sofrimento.


A prática da meditação nos permite gerar a possibilidade de não fugir mais de nós mesmos, de nos confrontar para, ao invés de dar força para aquilo que está fora, começarmos a gerar mais força interior. Neste sentido a filosofia da meditação pode ser uma filosofia de vida, pois com essas práticas arraigadas em nossa vida passamos naturalmente, com o passar do tempo, a não julgarmos mais nossas sombras e passamos a olhar para elas com mais

amor, nos aceitando mais.


Por Priscila Koller

Texto baseado no curso de meditação (Yoga Bhavani).


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